quinta-feira, 5 de maio de 2011

MINHA VIDA NO FUTEBOL PROFISSIONAL - COMO COMECEI E DEIXEI O FUTEBOL

ENTREVISTA PARA A REVISTA CONEXÃO JOVEM DE JULHO DE 2010 CPB – PARA WENDEL LIMA


UM RESUMO DE COMO COMECEI E DEIXEI O FUTEBOL PROFISSIONAL.

1. Quando garoto, jogando na rua, na escola e nos campinhos do bairro, percebi que tinha certa habilidade e ginga, gostava das jogadas de efeito e dos gols previsíveis e imprevisíveis. Automaticamente fui me apaixonando pelo futebol e não conseguia mais me ver longe do gramado. Almejava como jogador profissional, defender o meu País numa Copa do Mundo. Numa palavra eu diria: “foi pela arte do futebol que resolvi dedicar-me de corpo e alma”.

2. Comecei nas Escolinhas do Grêmio Esportivo Sorocabano que preparava jogadores para os times profissionais e depois passei para as Escolinhas do São Bento de Sorocaba e segui carreira até o profissional. Depois joguei no Guaçuano em Mogi Guaçu, no Guarani Saltense e no Rio Branco de Andradas em Minas Gerais. Tendo passagens rápidas por outros times do interior paulista como Guarani, Juventus e Ituano. Nesse tempo, quando possível, atuava em equipes amadoras da minha querida cidade de Sorocaba. No Paulistano, por exemplo, nos saudamos campeões de um importante torneio sub 20.

3. Esse período envolveu os anos de 1983 a 1991. Atuava sempre como volante, meia esquerda ou meia direita. Não cheguei a conquistar campeonatos nacionais apenas campeonatos menores. Entre eles o de sub 20 pelo Rio Branco de Andradas - torneio realizado Minas Gerais. Mesmo tendo uma vida agitada no futebol, nunca deixei de estudar. Nesse período, fiz faculdade de Filosofia, Cursos de Inglês, Informática, Torneiro Mecânico, Datilografia e até de Artesanato e Retórica.

4. Três são os motivos básicos por que parei: Primeiro: Parei por causa do evangelho. Sua perfeição, coerência e proposta foram irrecusáveis. Segundo: Percebi que era difícil, para não dizer impossível, continuar jogando profissionalmente e servir a Deus como um verdadeiro servo cristão. Aceitar a Jesus como Salvador e Senhor requer fazer a Sua vontade e Terceiro porque brotou em mim um forte desejo de pregar para o mundo a sublimidade do “evangelho que é o poder de Deus para a salvação” (Rom. 1:16) em obediência a ordem de Jesus “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16:15)

5. Conheci um atleta de Cristo no Rio Branco, chamado Messias que se tornou meu amigo e juntos fundamos o Grupo dos Atletas de Cristo no Clube. Passei a frequentar as reuniões dos atletas todas as segundas feiras e a congregar na igreja Presbiteriana da cidade. Esse foi o meu primeiro contato com o mundo evangélico.

Um dia, tendo folga do campeonato mineiro, resolvi visitar os meus pais em Sorocaba e para minha surpresa encontrei um irmão meu chamado Pedro, batizado na igreja Adventista do Sétimo Dia. Depois de lhe explicar o que era o movimento Atletas de Cristo fui presenteado com uma Bíblia e um curso bíblico do Pr. Henriq Berg chamado “Breve Virá”. Fazia as lições, sozinho, no intervalo dos treinamentos.

A mensagem da Palavra de Deus entrava no meu coração preenchendo todo vazio que sentia. Os estudos que me fizeram tomar a decisão de abandonar o futebol foram os de Daniel 2, 7, 8, 9 e a Lei de Deus e o sábado do sétimo dia. O amor a Jesus cristo foi aprofundado em mim quando percebi que Ele e o Seu plano de salvação são centrais na profecia e que ela revela precisamente o Seu sacrifício e ministério intercessório no Santuário Celestial.

Após reincidir um contrato de 2 anos com o Clube, fui batizado no dia 15 de Fevereiro de 1992 na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Via Fiori em Sorocaba. Em seguida, viajei para a cidade de Aparecida do Norte, com o meu irmão Luís, como Missionário voluntário, para ajudar na fundação da nossa igreja. Após sete meses de intenso trabalho, estabelecemos a igreja com um batismo de 119 pessoas.

De 1993 a 1996 fui Obreiro Bíblico credenciado pela Associação Paulista Leste e em 1997 comecei a faculdade de Teologia terminando no ano 2000. Em 2001 trabalhei no Evangelismo via Satélite com Pr. José Mascarenhas Viana (hoje falecido) em 2002 Pastor Distrital da Igreja Adventista Central de Cotia. De 2003 a 2004 como Evangelista das regiões Litorânea e ABCD da Associação paulistana e de 2005 a 2007 como Diretor do MPES na mesma Associação, de 2008 a 2009 como Evangelista novamente e, em 2010 a 2011 como Evangelista, Ministério Pessoal, Missão Global e ADRA da União Centro Oeste Brasileira. Desde 2012, atuo como Evangelista da IASD na Capital Paulista.

O SENHOR meu Deus, me deu a honra de cursar o Mestrado em Teologia (UNASP) e o Doutorado em Teologia (RTS - Reformed Teological Seminary).

Sou casado com Débora Gonçalves da Silva, que é formada em Pedagogia e Psicopedagogia. Temos duas lindas filhas Gabrielle e Isabelle.

6. O Futebol é inegavelmente uma paixão mundial e os jogadores são considerados “deuses” desconsiderando a Lei de Deus. E em alguns lugares são adorados como tais. Na Argentina, por exemplo, Maradona é um Deus e seus seguidores criaram a igreja dos Maradonistas com um estilo próprio de culto, estatutos e leis. No Japão e em outros países orientais os torcedores mais apaixonados se ajoelham aos pés dos jogadores em adoração. O problema é quando chega a esse nível, pois assim o mandamento que diz: “Não terás outros deuses diante de mim” é transgredido e o outro quando diz: Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo, Seis dias trabalharas e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus, não fará nenhum trabalho...” (Êxodo 20:8-11).

Outros problemas como brutalidade, agressividade, vaidade desenfreada, amor pelo dinheiro e desenvolvimento da natureza carnal são observados no “profissionalismo futebolístico”. Alguns não se dão conta disso e se deixam levar pela onda das massas, mas essas estruturas são consideradas reprováveis diante de Deus. Sendo assim, é impossível um verdadeiro cristão ser jogador de Futebol profissional. Entretanto, entendo que o futebol como lazer e diversão dentro do equilíbrio é perfeitamente saudável e aceitável.

As glórias e recompensas do futebol são passageiras, mas as glorias e recompensas espirituais são eternas, como diz o Apóstolo Paulo: O atleta “... alcança uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” 1 Cor. 9:25.


Pr. Cirilo Gonçalves da Silva
Mestre em Teologia (UNASP)
Doutorando em Teologia (RTS - Reformed Teological Seminary)
Evangelista da IASD - AP, SP.
Twitter: @prcirilo
Instagram: @cirilogoncalves

terça-feira, 3 de maio de 2011

COMO JESUS VIVIA E ENSINAVA? VERDADEIRO EVANGELISMO

INTRODUÇÃO:"EVANGELISMO" 486 a 488
“Se estiverdes apresentando a Palavra à maneira de Cristo, vosso auditório ficará profundamente impressionado com as verdades que ensinais. Sobrevir-lhes-á a convicção de que essa é a Palavra do Deus vivo” (EV 486)

EVANGELISMO DE JESUS EM 17 MANEIRAS
1. “Ensinava o povo com paciente amor”.

2. “Conhecia as necessidades de cada alma dentre Seus ouvintes”.

3. “Não havia em sua maneira de ser nenhum traço de beatice ou de fria austeridade”.

4. "Sua mansidão e humilde “atraía todos a Ele”.

5. “Em cada ser humano Ele divisava infinitas possibilidades”.

6. “Viam os homens como poderiam ser, transformados por Sua Graça”.

7. "Olhando para eles com esperança inspirava-lhes esperança”.

8. “Encontrando-os com confiança, inspirava-lhes confiança”

9. “Revelando em Si mesmo o verdadeiro ideal do homem, despertava tanto o desejo como a fé”.

10.“Em Sua presença as almas desprezadas e caídas compreendiam que ainda eram homens, e desejavam mostrar-se dignas de Seu olhar”.

11. “Corações que pareciam mortos para as coisas santas, despertavam-se novos impulsos”.

12. “No desesperançado abria-se a possibilidade de uma nova vida”.

13. “Havia em Seus ensinos uma sinceridade que fazia com que Suas palavras fossem direto ao alvo, com um poder convincente”

14. “ Ao passar por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora difundindo vida e alegria”

15. “Se bem que fosse simples o ensino, falava como alguém que tem autoridade”.

16. “Jesus ensinava as Escrituras com indubitável autoridade. Fosse qual fosse o assunto, era apresentado com poder, como se Suas palavras não pudessem sofrer contestação”.

17. “As palavras de Cristo eram um convite que encerrava um poder impulsionante”

Pr. Cirilo Gonçalves da Silva
Mestre em Teologia e Evamgelista

domingo, 1 de maio de 2011

O MESSIAS EM EZEQUIEL CAPÍTULO 1

Este estudo foi extraído do livro: Revelação Messiânica no Velho Testamento de Gerard Van Groningen, págs. 676-679.

EZEQUIEL: O SACERDOTE PROFETA:
• Ezequiel era um sacerdote (1:3a); era filho de Buzi, o sacerdote.
• Os filhos dos sacerdotes seguiam a profissão dos pais. (cf. NVI. 1:3).
• Não há nenhum indício, porém, de que ele atuou como sacerdote.
• Não há nenhum indício de que Ezequiel atuou como sacerdote. Mas parece claro através de muitas referências em suas profecias que ele estava familiarizado de maneira proficional com o sacerdócio, seu ambiente (especiamente o templo), seus sacrifícios e deveres. Ezequiel frequentemente fala em termos da vida e do trabalho do sacerdote.
• Ezequiel tem uma compreenção clara do pacto mosaico e da legislação. Ele faz uma descrição das cenas de glória indicando assim o ambiente do templo e do sacerdócio.
Contraste marcante na vida de Ezequiel:
• Por um lado ele vê a glória de Deus rodeando Seu trono (1:28b),
Sua presença no templo (10:4), e Sua partida (10:18,19). Vê Seu
retorno ao templo (43:1-5) e, finalmente testemunha a glória de Deus,
enchendo o templo (44:4) Ele vê a glória, mas não lhe é permitido,
ser envolvido diretamente nela, ou rodeada por ela. Ao contrário,
Ezequiel é levado ao exílio, onde vive em circunstâncias humildes e
sem poder funcionar adequadamente na gloriosa habitação de Deus.
• Ele é humilhado como sacerdote; tem de viver sacrificialmente.
Nesse aspecto ele tipifica seu grande antítipo, o Cristo que veio da
glória, que a viu umas poucas vezes na terra (Jo 2:11; 17:22,24), que
serviu humilde e sacrificialmente, “em exílio na terra”.

2. EZEQUIEL: O PROFETA
Ezequiel não é só chamado para ser sacerdote, é chamado também para ser profeta.
• Isaías viu a glória de Deus no seu chamado (Is 6:1-4). Ezequiel também (Ez 1).
• Isaías e Jeremias receberam mandatos específicos para falar ao povo do pacto (Is 6:8-10; Jr 1:4- 11), Ezequiel também (Ez 2:3).
• Ezequiel não vai ser um missionário a nações estrangeiras, mas é chamado, enviado e comissionado a falar aos rebeldes, obstinados filhos de Israel (2:3-8).
• Ezequiel deve falar de modo que seja conhecido (Kî nabî’ hayâ betôkam – que há um profeta entre eles Ez 2:3; 33:33).
• Ezequiel é instruído a falar as próprias palavras de Yahwéh aos hebreus (2:4,7; 3:4,11).
• Isaías teve seus lábios preparados por uma brasa viva (6:6); Jeremias teve o toque da mão de Yahwéh em seus lábios (1:9); a Ezequiel foi dado o rolo de um livro para comer (2:9-3:3). Cada um dos três profetas foi preparado para a sua tarefa.
• O Espírito Santo veio sobre Ezequiel levantou-o e falou-lhe como Yahwéh. Assim, Ezequiel fala diretamente do papel do Espírito em qualificá-lo e dar-lhe a palavra da revelação divina para o povo de Deus.
• O chamado de Ezequiel para profeta foi confirmado por visões (1:4; 8:3; 40:2). Assim além do chamado e da comissão verbal para ser profeta, ele vê e prova a presença de Yahwéh e seus meios de comunicar-se com seu porta-voz e apoiá-lo.
• Ezequiel como profeta também tipifica Jesus Cristo. Tanto Ezequiel como Cristo, ambos estavam certos de que falavam por Yahwéh e que tinham de comunicar verdades relativas a Yahwéh, a fim de que as pessoas pudessem conhecê-Lo; ambos falaram em parábolas, alegorias e imagens escatológicas. Ambos referiram a si mesmos como “filho do homem” (Ez 2:1,3; Mt 24:37). Realmente Ezequiel como profeta foi um precursor profético, uma prefiguração e um tipo de Jesus Cristo.

3. EZEQUIEL: O SENTINELA
Ezequiel recebe uma ordem para ser uma sentinela (atalaia, vigia).
• No cap.3 esse encargo segue de perto seu chamado para ser um profeta. Ser uma sentinela é um aspecto integral da obra profética de Ezequiel.
• Como sentinela, Ezequiel deve receber suas instruções somente de Yahwér. Sua tarefa não é somente simpatizar, confortar e dar palavras de esperança, nem é somente dar senso de segurança. Ezequiel tem de abrir os olhos do povo para os mais profundos males que os rodeiam, quebrar as ilusões e erguer o grito de perigo, quando nenhum perigo é suspeitado.
• A Ezequiel o sacerdote é dada essa responsabilidade sacerdotal (ser uma sentinela), como parte integral de seu papel como profeta.
• A posição de uma sentinela era de grande importância para a segurança de Israel e Judá. O vigia tinha de manter em mente que ele era um representante do governador da cidade. Assim, havia uma dimenção real em sua posição também. No próprio centro das responsabilidades de Ezequiel está a “retidão punitiva” de Yahwéh, o Rei de seu povo.
• Ezequiel é um sacerdote comissionado para ser um profeta, recebe também um dever administrativo ou régio (sentinela). Como tiveram Moisés e Samuel de funcionar em tríplice capacidade, assim também Ezequiel.
• O povo de Deus está no exílio, longe do templo e do palácio em Jeruzalém. Ezequiel é o agente e representante de Yahwéh, supervisor espiritual, porta-voz, pastor e sentinela. Ele cumpre os três ofícios messiânicos. É um tipo de Cristo.

4. EZEQUIEL O FILHO DO HOMEM
Ezequiel é chamado de “filho do homem”. As discussões a respeito dessa frase são extensas, em parte devido a seu uso em outras passagens.

1. O “filho do homem como fraqueza humana.
• Jó 25:6. Filho do homem= Humanidade mais baixa.
• Nm 23:19. Filho do homem= O homem é mentiroso.
• Is 51:12. Filho do homem= O homem é mortal; é erva.

2. O “Filho do Homem” como grandeza humana.
• Sl 8:4; Dn 8:17. Esta frase “Filho do homem”, refere-se à humanidade numa perspectiva mais ampla.
• Andrew B. Davidson em The Book of Ezequiel the Prophet, p.15, diz que esta frase expressa o contraste entre o profeta e a majestade de Deus.
• Walther Zimmerli, grande erudito e, especialista em Ezequiel, na sua obra Ezekiel: A Commentary on the Book of the prophet Ezekiel, 1.131, expessa o fato de que Deus se dirige a Ezequiel como um indivíduo dentro da ordem criada. Utilizando como exemplo o Salmo 8:4-8.
• A humanidade caiu; o resultado é fraqueza e mortalidade. Mas a ênfase principal em Ezequiel é que o profeta, confrontado com a majestade de Deus, cai prostrado (2:1). Como filho do homem, pelo poder do E.S., ele fica em pé ante a magestade de Deus, e dá expressão a seu status real humano e assim serve a Yahwéh como porta-voz.

5. EXEGESE DE EZEQUIEL 1:25-28
As perguntas de interesse específico para o nosso estudo são:

1. Quê (ou quem) Ezequiel vê nesta parte de sua visão?
2. De quem são as as vozes que ele ouve?
Da visão de Ezequiel (1:25-28) podemos perceber que ele como sacerdote estava 1) familiarizado com os materiais mosaicos. Ele faz referência ao glorioso carro de nuvens, e que ele 2) foi grandemente influenciado pelo estudo de Isaías, que também tinha tido uma uma visão quando foi chamado.
O que Ezequiel realmente vê é difícil descrever com precisão. Ezequiel não vê um objeto real, tangível, concreto, mas uma “imagem visionária”. Não vamos discutir sobre o carro da glória com sua tripulação celestial (1:4-24). Devemos dar atenção ao que soa como a voz do Deus Todo-poderoso (1:24) surgindo do meio das criaturas celestes.

Nesta visão temos quatro níveis ascendentes:
1) Ezequiel
2) As Criaturas
3) O Trono
4) A Aparência de um homem.

Três fatos importantes devem ser notados nesta visão:

1. A idéia da realeza domina toda cena. O homem sobre o trono é rei. Afinal somente um rei senta-se num trono e é rodeado por brilho, glória e servos que o atendem e o servem. A cena, portanto, representa o governo soberano de Yahwéh sobre todas as forças da natureza, fatos da história,e especialmente sobre seu povo - os que estão no exílio e os que estão em Jeruzalém. E o aspecto divino, integralmente associado na cena com a realeza não deve ser subestimado. Um governante divino fala de seu trono! Ele está presente com o seu povo; Ele está dirigindo o fluxo dos acontecimentos.

2. Ezequiel vê a “aparência de um homem” (1:26b KJV); isso, em correlação com o glorioso conceito de soberania divina, sugere a idéia da encarnação.

• John Skinner, em The Book of Ezekiel. The Expositor’s Bíble, 6:228. Afirma que “o Deus que Ezequiel viu estava em forma de homem”.
• John Calvino escreveu em Commentaries on the Prophet Ezekiel, 1:99, sobre a frase semelhança da aparência humana, e destaca especialmente que “o profeta falou de Deus quanto à sua própria essência, que é comum ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. Acrescentou, porém, que a frase “na forma de homem pertence somente a cristo”.
• Arie Noordtzij, The Profeet Ezechiel,1:52, refere-se com aprovação à interpretação de Calvino; ele destaca o mistério que “Deus foi revelado em carne”. E Keil mensiona Deus em forma humana sentado no trono.
Devemos ter cautela ao discutir este ponto. Ezequiel não profetizou diretamente a respeito da encarnação de Jesus Cristo nem das suas duas naturezas. Escreveu, entretanto, sobre Deus na forma de homem.
Esse antropomorfismo não se originou com Ezequiel. Isaías já tinha falado isso (Is 52:13-15) e Zacarias também (Zc1-8).

3. Ezequiel tem a revelação da inter-relação entre o finito e o infinito, o eterno e o limitado no tempo, o onipresente e o presente limitado no espaço no conceito messiânico.

CONCLUSÃO
A nossa conclusão deve destacar o fato de que Deus, o Todo-Poderoso, Chamou Ezequiel. Porém quando o chamado veio foi- lhe dada somente uma revelação parcial do conceito messiânico.

Foi-lhe lembrada a realeza soberana daquele que falava como Deus e exercia domínio divino, e que, além disso, estava “velado na aparência de homem”. Dessa maneira é expressa a inter-relação entre o divino e o humano. Esses três fatos:

1. Realeza.
2. Divinitude em aparência de carne.
3. Inter-relação entre o divino e o humano. São integrais ao conceito messiânico.

JESUS CRISTO ESTÁ PRESENTE EM EZEQUIEL CAPÍTULO 1
Pr. Cirilo Gonçalves da Silva
Mestre em Teologia e Evangelista