VISITAS ÀS FAMÍLIAS - TRABALHO DE CASA EM CASA
CONCEITOS EMBRIONÁRIOS EM ELLEN G. WHITE - OBREIROS EVANGÉLICOS
Havendo o pastor apresentado a mensagem evangélica do púlpito, sua obra está apenas iniciada. Resta-lhe fazer o trabalho pessoal. Cumpre-lhe visitar o povo em casa, conversando e orando com eles em fervor e humildade. Há famílias que nunca serão postas em contato com as verdades da Palavra de Deus, a menos que os mordomos de Sua graça lhes penetrem no lar, e lhes indiquem o caminho mais elevado. O coração dos que fazem essa obra, porém, deve palpitar em uníssono com o coração de Cristo.
Muito se acha compreendido na ordem: "Sai pelos caminhos e atalhos e força-os a entrar, para que a Minha casa se encha." Luc. 14:23. Ensinem os pastores a verdade às famílias, aproximando-se mais intimamente daqueles em favor de quem trabalham; e, ao cooperarem assim com Deus, Ele os revestirá de poder espiritual. Cristo os guiará em sua obra, dando-lhes palavras que penetrarão profundamente no coração dos ouvintes.
Todo pastor tem o privilégio de poder dizer com Paulo: "Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus. ... Nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas, ... a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo." Atos 20:27, 20 e 21.
Nosso Salvador ia de casa em casa, curando os enfermos, confortando os tristes, consolando os aflitos, e dirigindo palavras de paz aos abatidos. Ele tomava as crianças nos braços, e as abençoava e dirigia palavras de esperança e conforto às mães cansadas. Com infatigável ternura e suavidade Se aproximava de todas as formas de infortúnio e aflição humanos. Não em Seu próprio proveito, mas no dos outros. Ele trabalhava. Era o servo de todos. Sua comida e bebida era levar esperança e forças a todos com quem entrava em contato. E, ouvindo homens e mulheres as verdades que Lhe caíam dos lábios, tão diversas das tradições e dogmas ensinados pelos rabis, brotava-lhes no coração a esperança. Havia em Seus ensinos uma sinceridade que fazia com que Suas palavras fossem direito ao alvo, com um poder convincente.
Desejo dizer a meus irmãos do ministério: Aproximai-vos do povo onde ele se acha, mediante o trabalho pessoal. Relacionai-vos com ele. Esta é uma obra que se não pode fazer por procuração. Dinheiro emprestado ou dado, não a pode realizar. Sermões, do púlpito, não a podem efetuar. Ensinar as Escrituras às famílias - eis a obra do evangelista; e esta obra deve estar unida à de pregar. Sendo omitida, a pregação será, em grande parte, um fracasso.
Os que estão à procura da verdade precisam que as palavras lhes sejam dirigidas oportunamente; pois Satanás lhes está falando por suas tentações. Se encontrais repulsa ao tentar ajudar almas, não vos importeis. Se vossa obra parece produzir poucos resultados; não fiqueis desanimados. Perseverai em trabalhar; sede discretos; compreendei quando convém falar, e quando guardar silêncio; vigiai em favor das almas como quem por elas devem dar contas; e vigiai os artifícios de Satanás, para que não sejais desviados do dever. Não permitais que as dificuldades vos abatam ou intimidem. Com fé vigorosa, com ousadia de propósito, enfrentai e vencei essas dificuldades. Semeai a semente com fé, e liberalmente.
Muito depende da maneira em que vos aproximais daqueles a quem fazeis visita. Podeis pegar de tal maneira na mão de uma pessoa ao saudá-la, que lhe conquisteis a confiança imediatamente, ou de modo tão frio que ela pense que não tendes por ela interesse algum.
Não deveríamos agir como se fosse condescendência nos aproximarmos do pobre. Eles são à vista de Deus, tão preciosos como nós, e devemos proceder em harmonia com esse pensamento. Nosso vestuário deve ser simples, de maneira que, ao visitarmos os pobres, eles não fiquem embaraçados pelo contraste entre nossa aparência e a sua. As alegrias que chegam aos pobres são bem limitadas, muitas vezes; e por que não haveria de o obreiro de Deus levar-lhes ao lar raios de luz? Precisamos possuir a terna simpatia de Jesus; então haveremos de abrir caminho aos corações.
Pr. Cirilo Gonçalves da Silva
Twitter: @prcirilo
terça-feira, 22 de novembro de 2011
MINISTÉRIO PESSOAL - A IMPORTÂNCIA DESSE EVANGELISMO NO MINISTÉRIO
O EVANGELISMO PESSOAL E SUA IMPORTÂNCIA NA VIDA PESSOAL
CONCEITOS EMBRIONÁRIOS EM ELLEN G. WHITE - OBREIROS EVANGÉLICOS
Há na obra de muitos pastores demasiados sermões, e bem pouco do verdadeiro trabalho de coração para coração. Há necessidade de mais trabalho individual pelas almas. Em simpatia cristã, o pastor se deve aproximar individual e intimamente dos homens, buscando despertar-lhes o interesse nas grandes coisas concernentes à vida eterna. Seu coração poderá ser tão duro como as batidas estradas e, aparentemente, talvez seja um esforço inútil apresentar-lhes o Salvador; mas, ao passo que a lógica pode falhar em desviá-los, os argumentos serem impotentes para os convencer, o amor de Cristo, revelado no ministério pessoal, pode abrandar o coração empedernido, de maneira que a semente da verdade venha a criar raízes.
O ministério significa muito mais do que fazer sermões; importa em fervoroso trabalho pessoal. A igreja na Terra compõe-se de homens e mulheres errantes que necessitam de paciente, continuada atividade, para que se exercitem e disciplinem em trabalhar de maneira aceitável nesta vida e, na futura, sejam coroados de glória e imortalidade. Necessitam-se pastores - pastores fiéis - que não lisonjeiem o povo de Deus, nem o tratem asperamente, mas que o alimentem com o pão da vida - homens que sintam diariamente em sua própria vida o poder transformador do Espírito Santo, e que nutram forte e abnegado amor àqueles com quem trabalham.
É uma obra que requer tato, a que se oferece ao subpastor quando tem de enfrentar afastamento, amargura, inveja e ciúme na igreja; e ser-lhe-á preciso trabalhar no espírito de Cristo a fim de estabelecer a ordem. São necessárias fiéis advertências, repreensões ao pecado, reparações de agravos, tanto pela obra do pastor no púlpito, como pelo seu trabalho pessoal. O coração corrompido pode objetar à mensagem, e o servo de Deus ser mal julgado e criticado. Lembre-se ele então de que "a sabedoria que do alto vem é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz". Tia. 3:17 e 18.
A obra do ministro evangélico é "demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus". Efés. 3:9. Se uma pessoa que entra para esta obra escolhe a parte que exige menos sacrifício, contentando-se com pregar, e deixando a obra do ministério pessoal para ser feita por alguma outra pessoa, seus serviços não serão aceitáveis diante de Deus. Almas por quem Cristo morreu estão perecendo à míngua de bem dirigido trabalho pessoal; e errou sua vocação aquele que, havendo entrado para o ministério, não está disposto a fazer a obra pessoal que o cuidado do rebanho exige.
O ministro deve instar a tempo e fora de tempo, estar pronto a aproveitar toda oportunidade para fazer avançar a obra de Deus. "Instar a tempo" é estar alerta quanto aos privilégios da casa e hora de culto, e às ocasiões em que os homens estão conversando sobre religião. E "fora de tempo" é estar pronto, quando no lar, no campo, de viagem ou nos negócios, a encaminhar habilmente o espírito dos homens aos grandes temas das Escrituras, fazendo-os sentir com espírito brando e fervoroso, as reivindicações de Deus. Muitas, muitas dessas oportunidades se deixam escapar sem serem aproveitadas, porque os homens estão persuadidos de que é fora de tempo. Mas, quem sabe qual será o resultado de um sábio apelo dirigido à consciência? Está escrito: "Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas." Ecl. 11:6. Aquele que está semeando a semente da verdade pode andar com o coração cheio de cuidados e por vezes, seus esforços podem parecer infrutíferos. Mas, se é fiel, há de ver os frutos de seu trabalho; pois Deus declara: "Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos." Sal. 126:6.
Pr. Cirilo Gonçalves da Silva
Mestre em Teologia e Evangelista
Twitter: @prcirilo
CONCEITOS EMBRIONÁRIOS EM ELLEN G. WHITE - OBREIROS EVANGÉLICOS
Há na obra de muitos pastores demasiados sermões, e bem pouco do verdadeiro trabalho de coração para coração. Há necessidade de mais trabalho individual pelas almas. Em simpatia cristã, o pastor se deve aproximar individual e intimamente dos homens, buscando despertar-lhes o interesse nas grandes coisas concernentes à vida eterna. Seu coração poderá ser tão duro como as batidas estradas e, aparentemente, talvez seja um esforço inútil apresentar-lhes o Salvador; mas, ao passo que a lógica pode falhar em desviá-los, os argumentos serem impotentes para os convencer, o amor de Cristo, revelado no ministério pessoal, pode abrandar o coração empedernido, de maneira que a semente da verdade venha a criar raízes.
O ministério significa muito mais do que fazer sermões; importa em fervoroso trabalho pessoal. A igreja na Terra compõe-se de homens e mulheres errantes que necessitam de paciente, continuada atividade, para que se exercitem e disciplinem em trabalhar de maneira aceitável nesta vida e, na futura, sejam coroados de glória e imortalidade. Necessitam-se pastores - pastores fiéis - que não lisonjeiem o povo de Deus, nem o tratem asperamente, mas que o alimentem com o pão da vida - homens que sintam diariamente em sua própria vida o poder transformador do Espírito Santo, e que nutram forte e abnegado amor àqueles com quem trabalham.
É uma obra que requer tato, a que se oferece ao subpastor quando tem de enfrentar afastamento, amargura, inveja e ciúme na igreja; e ser-lhe-á preciso trabalhar no espírito de Cristo a fim de estabelecer a ordem. São necessárias fiéis advertências, repreensões ao pecado, reparações de agravos, tanto pela obra do pastor no púlpito, como pelo seu trabalho pessoal. O coração corrompido pode objetar à mensagem, e o servo de Deus ser mal julgado e criticado. Lembre-se ele então de que "a sabedoria que do alto vem é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz". Tia. 3:17 e 18.
A obra do ministro evangélico é "demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus". Efés. 3:9. Se uma pessoa que entra para esta obra escolhe a parte que exige menos sacrifício, contentando-se com pregar, e deixando a obra do ministério pessoal para ser feita por alguma outra pessoa, seus serviços não serão aceitáveis diante de Deus. Almas por quem Cristo morreu estão perecendo à míngua de bem dirigido trabalho pessoal; e errou sua vocação aquele que, havendo entrado para o ministério, não está disposto a fazer a obra pessoal que o cuidado do rebanho exige.
O ministro deve instar a tempo e fora de tempo, estar pronto a aproveitar toda oportunidade para fazer avançar a obra de Deus. "Instar a tempo" é estar alerta quanto aos privilégios da casa e hora de culto, e às ocasiões em que os homens estão conversando sobre religião. E "fora de tempo" é estar pronto, quando no lar, no campo, de viagem ou nos negócios, a encaminhar habilmente o espírito dos homens aos grandes temas das Escrituras, fazendo-os sentir com espírito brando e fervoroso, as reivindicações de Deus. Muitas, muitas dessas oportunidades se deixam escapar sem serem aproveitadas, porque os homens estão persuadidos de que é fora de tempo. Mas, quem sabe qual será o resultado de um sábio apelo dirigido à consciência? Está escrito: "Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas." Ecl. 11:6. Aquele que está semeando a semente da verdade pode andar com o coração cheio de cuidados e por vezes, seus esforços podem parecer infrutíferos. Mas, se é fiel, há de ver os frutos de seu trabalho; pois Deus declara: "Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos." Sal. 126:6.
Pr. Cirilo Gonçalves da Silva
Mestre em Teologia e Evangelista
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
APOCALIPSE 22:14 - QUAL A MELHOR TRADUÇÃO PARA ESSE TEXTO?
QUAL A MELHOR TRADUÇÃO DE APOCALIPSE 22:14?
Introdução
Não existe nenhum autógrafo do livro de Apocalipse, bem como dos demais livros da Bíblia. O que temos são cópias de cópias e estas, como nos informa a História do Texto Bíblico, por vários fatores, sofreram o risco dos erros dos copistas. Por exemplo, alguns copistas tinham o hábito de colocar notas marginais ou ao pé da página acrescentando algo ao que estava copiando ou explicando-o. Um escriba posterior achando idéias válidas nestas notas e consentâneas com a doutrina bíblica, ele as introduzia no texto. Crêem os estudiosos que foi isto o que aconteceu com a doxologia do Pai Nosso, com as três testemunhas celestiais de I João 5:7-8, e com o anjo que agitava as águas em São João 5:4.
A inclusão de algumas palavras ou até frases, em um ou outro manuscrito do texto sagrado, não alterou nenhuma de suas doutrinas, nem deu origem a nenhuma doutrina nova e ainda mais, os textos envolvidos com problemas de Crítica Textual nada têm a ver cem a doutrina da salvação ou da justificação pela fé.
A finalidade deste capítulo é esclarecer os problemas de Apoc. 22: 14, porque há nele implicações tanto doutrinaria como de Crítica Textual.
O Texto no Original e sua tradução:
a ) No Grego:
Makarioi hoi plinontes tas stolas auton
Makarioi hoi piountes tas entolas autou.
b) Sua Tradução.
Em algumas traduções como a de Figueiredo, Ferreira de Almeida, Bíblia de Jerusalém, New English Bible, Novo Testamento na Linguagem de Hoje, Novo Testamento Vivo e estrangeiras como: Alford, Goodspeed, Spender, Moulton, Fenton, Weymouth, Moffatt, Wyclif, Knox encontramos:
"Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras. . ."; enquanto que as traduções: The Holy Bible, King James Version, La Sacra Biblia, Giovani Diodati (Italiana), a tradução siríaca e outras consignam:
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos..."
Comentários Sobre o Texto:
Não nos foi possível precisar a data em que o problema surgiu, entretanto quase todos os estudiosos do assunto têm chegado a um denominador comum quanto à divergência no texto; esta apareceu em conseqüência do equívoco dos copistas. A grande semelhança entre os dois textos no original (pois há apenas seis letras diferentes) fez com que os escribas substituíssem um pelo outro. A diferença entre as palavras "vestes" e "mandamentos" no grego é uma questão de letras iniciais. Vestes no acusativo plural é stolas e mandamentos entolas sendo a diferença de um "s" e de "en" nas respectivas palavras. Por isso muitos admitem que esta pequena diferença foi a causa da troca de algum copista.
Qual era o texto original?
A Crítica Textual não tem condições de dar uma resposta definitiva a esta pergunta. Os adventistas citávamos, em tempos passados, Apocalipse 22:14 como uma prova eloqüente da observância dos mandamentos como fator de nossa salvação, mas em virtude de ser uma passagem contraditória, hoje não o fazemos com tanta veemência.
A seguir se encontram soluções propostas pela critica Textual e por renomados exegetas e comentaristas.
O Comentário Adventista, vol. VII, pág, 897, sobre este verso declara:
"Importante evidência textual pode ser citada para a variante 'que lavam as suas vestiduras'. Poucos manuscritos consignam 'que lavaram suas vestiduras'. Dos unciais primitivos, somente o Sinaítico e o Alexandrino contêm esta seção do Apocalipse, e ambos inserem 'que lavam as suas vestiduras'. A maior parte dos manuscritos minúsculos apresenta que guardam os seus mandamentos'. As traduções antigas acham-se divididas entre as duas formas, bem como as citações patrísticas. As duas frases são muito semelhantes em grego, e é fácil concluir-se como um escriba pôde ter confundido uma frase pela outra, embora seja impossível saber-se qual seria a versão original. "A seguinte transliteração mostrará a semelhança:
'que guardam os seus mandamentos'.
'que lavam suas vestes'
"Como um fato autêntico ambas as versões se adaptam ao contexto e estão em harmonia cem os ensinamentos de João noutros lugares. Sobre o assunto de guardar os mandamentos, Ver Apoc. 17:17; 14:12; confira João 14:15, 21; 15:10; 1 João 2:3-6. Sobre o assunto de lavar as vestiduras veja Apoc. 7:14, onde é descrita uma multidão de santos como tendo lavado suas vestes e tornado brancas no sangue do cordeiro. O nosso título ao céu é a justiça de Cristo imputada: nossa adaptação para o céu, é a justiça de Cristo comunicada, representada pelas vestiduras lavadas. A evidência exterior da justiça de Cristo comunicada é perfeita obediência aos mandamentos de Deus. Por isso as duas idéias de vestiduras lavadas e obediência aos mandamentos de Deus estão intimamente relacionadas.
"À luz dos problemas de tradução aqui discutidos, pareceria mais sábio construir os fundamentos da doutrina da obediência aos mandamentos de Deus, sobre outras passagens das Escrituras que tratam da obediência, sobre as quais nenhum problema de evidência textual tenha surgido. Há muitas delas.
"Para um estudo mais completo deste problema veja Problems in Bible Translation, págs. 257 –262."
O Comentário Exegético y Explicativo de la Biblia de Roberto Jamieson, A. R. Fausset e David Brown da Casa Bautista de Publicaciones assim se expressa sobre Apoc. 22:14:
" 'Guardam os seus mandamentos', assim aparece na tradução Siríaca, na Cóptica e nos escritos de Cipriano, porém, os códices Alexandrino e Alef ou Sinaítico e a Vulgata trazem 'Bem-aventurados os que lavam suas vestes' isto é, no sangue do cordeiro – Apoc. 7: 14. Este ensino tira o pretexto da salvação pelas obras. A nossa versão é mais compatível com a salvação pela graça, pois que o mandamento evangélico maior e primeiro, dado por Deus é crer em Jesus Cristo. Assim nosso poder (em grego – privilégio ou autoridade legal – exousia) sobre a árvore da vida, não se deve a nossas obras, mas aquilo que Jesus fez por nós. O direito ou privilégio, está baseado não em nossos méritos, mas na graça de Deus". II Vol. pág. 831.
Conforme o New Testament of our Lord and Savior Jesus, With Commentary and Critical Notes, by Adam Clarke – Published by Lane & Scott (New York) 1950, temos a seguinte declaração:
"Para que eles tenham direito à árvore da vida, precisam ser obedientes aos mandamentos de Deus. Todavia, sem a graça, não há obediência, sem a obediência não há acesso á árvore da vida. Através da graça de Cristo nós recebemos o bem".
Conclusão
Creio serem oportunas e muito adequadas as palavras de C.W. Irwin, inseridas em O Ministério Adventista, maio e junho de 1954, pág. 20, como fecho destas considerações:
"Os escritores do Novo Testamento têm a tendência de dar mais ênfase ao princípio da justiça pela fé do que à justiça pelas obras da lei, do que resultou a tradução: 'Bem-aventurados aqueles que lavaram as suas vestiduras'. . . etc. Isto parece estar mais em conformidade com o espírito do Novo Testamento, e é, sem dúvida, a tradução dum original grego correto.
"De maneira nenhuma pode essa versão ser usada como argumento contra a validade e perpetuidade da lei de Deus, concretizada nos Dez Mandamentos. É simplesmente uma confirmação de que o escritor inspirado, nesse passo, não se referia aos Dez Mandamentos, mas enunciava um princípio de concerto novo de justiça pela fé.
"Tanto no Velho como no Novo Testamento a expressão "vestir" refere-se ao caráter. Em Zacarias, os trapos imundos representam a pobreza espiritual, pelo que, a mudança das vestes ou vestes brancas, é um símbolo da pureza de caráter, atingida apenas por meio da fé na graça salvadora de Jesus Cristo. Deste ponto de vista, o passo é esclarecedor e belo."
Nota
Este livro citado, publicação adventista da Review and Herald, é bastante útil para obreiros e mesmo leigos estudiosos.
Copilado de Pedro Apolinário
Por Cirilo Gonçalves da Silva
Mestre em Teologia e Evangelista
Twitter: @prcirilo
Blog: http://www.cirilogoncalves.blogspot.com/
Introdução
Não existe nenhum autógrafo do livro de Apocalipse, bem como dos demais livros da Bíblia. O que temos são cópias de cópias e estas, como nos informa a História do Texto Bíblico, por vários fatores, sofreram o risco dos erros dos copistas. Por exemplo, alguns copistas tinham o hábito de colocar notas marginais ou ao pé da página acrescentando algo ao que estava copiando ou explicando-o. Um escriba posterior achando idéias válidas nestas notas e consentâneas com a doutrina bíblica, ele as introduzia no texto. Crêem os estudiosos que foi isto o que aconteceu com a doxologia do Pai Nosso, com as três testemunhas celestiais de I João 5:7-8, e com o anjo que agitava as águas em São João 5:4.
A inclusão de algumas palavras ou até frases, em um ou outro manuscrito do texto sagrado, não alterou nenhuma de suas doutrinas, nem deu origem a nenhuma doutrina nova e ainda mais, os textos envolvidos com problemas de Crítica Textual nada têm a ver cem a doutrina da salvação ou da justificação pela fé.
A finalidade deste capítulo é esclarecer os problemas de Apoc. 22: 14, porque há nele implicações tanto doutrinaria como de Crítica Textual.
O Texto no Original e sua tradução:
a ) No Grego:
Makarioi hoi plinontes tas stolas auton
Makarioi hoi piountes tas entolas autou.
b) Sua Tradução.
Em algumas traduções como a de Figueiredo, Ferreira de Almeida, Bíblia de Jerusalém, New English Bible, Novo Testamento na Linguagem de Hoje, Novo Testamento Vivo e estrangeiras como: Alford, Goodspeed, Spender, Moulton, Fenton, Weymouth, Moffatt, Wyclif, Knox encontramos:
"Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras. . ."; enquanto que as traduções: The Holy Bible, King James Version, La Sacra Biblia, Giovani Diodati (Italiana), a tradução siríaca e outras consignam:
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos..."
Comentários Sobre o Texto:
Não nos foi possível precisar a data em que o problema surgiu, entretanto quase todos os estudiosos do assunto têm chegado a um denominador comum quanto à divergência no texto; esta apareceu em conseqüência do equívoco dos copistas. A grande semelhança entre os dois textos no original (pois há apenas seis letras diferentes) fez com que os escribas substituíssem um pelo outro. A diferença entre as palavras "vestes" e "mandamentos" no grego é uma questão de letras iniciais. Vestes no acusativo plural é stolas e mandamentos entolas sendo a diferença de um "s" e de "en" nas respectivas palavras. Por isso muitos admitem que esta pequena diferença foi a causa da troca de algum copista.
Qual era o texto original?
A Crítica Textual não tem condições de dar uma resposta definitiva a esta pergunta. Os adventistas citávamos, em tempos passados, Apocalipse 22:14 como uma prova eloqüente da observância dos mandamentos como fator de nossa salvação, mas em virtude de ser uma passagem contraditória, hoje não o fazemos com tanta veemência.
A seguir se encontram soluções propostas pela critica Textual e por renomados exegetas e comentaristas.
O Comentário Adventista, vol. VII, pág, 897, sobre este verso declara:
"Importante evidência textual pode ser citada para a variante 'que lavam as suas vestiduras'. Poucos manuscritos consignam 'que lavaram suas vestiduras'. Dos unciais primitivos, somente o Sinaítico e o Alexandrino contêm esta seção do Apocalipse, e ambos inserem 'que lavam as suas vestiduras'. A maior parte dos manuscritos minúsculos apresenta que guardam os seus mandamentos'. As traduções antigas acham-se divididas entre as duas formas, bem como as citações patrísticas. As duas frases são muito semelhantes em grego, e é fácil concluir-se como um escriba pôde ter confundido uma frase pela outra, embora seja impossível saber-se qual seria a versão original. "A seguinte transliteração mostrará a semelhança:
'que guardam os seus mandamentos'.
'que lavam suas vestes'
"Como um fato autêntico ambas as versões se adaptam ao contexto e estão em harmonia cem os ensinamentos de João noutros lugares. Sobre o assunto de guardar os mandamentos, Ver Apoc. 17:17; 14:12; confira João 14:15, 21; 15:10; 1 João 2:3-6. Sobre o assunto de lavar as vestiduras veja Apoc. 7:14, onde é descrita uma multidão de santos como tendo lavado suas vestes e tornado brancas no sangue do cordeiro. O nosso título ao céu é a justiça de Cristo imputada: nossa adaptação para o céu, é a justiça de Cristo comunicada, representada pelas vestiduras lavadas. A evidência exterior da justiça de Cristo comunicada é perfeita obediência aos mandamentos de Deus. Por isso as duas idéias de vestiduras lavadas e obediência aos mandamentos de Deus estão intimamente relacionadas.
"À luz dos problemas de tradução aqui discutidos, pareceria mais sábio construir os fundamentos da doutrina da obediência aos mandamentos de Deus, sobre outras passagens das Escrituras que tratam da obediência, sobre as quais nenhum problema de evidência textual tenha surgido. Há muitas delas.
"Para um estudo mais completo deste problema veja Problems in Bible Translation, págs. 257 –262."
O Comentário Exegético y Explicativo de la Biblia de Roberto Jamieson, A. R. Fausset e David Brown da Casa Bautista de Publicaciones assim se expressa sobre Apoc. 22:14:
" 'Guardam os seus mandamentos', assim aparece na tradução Siríaca, na Cóptica e nos escritos de Cipriano, porém, os códices Alexandrino e Alef ou Sinaítico e a Vulgata trazem 'Bem-aventurados os que lavam suas vestes' isto é, no sangue do cordeiro – Apoc. 7: 14. Este ensino tira o pretexto da salvação pelas obras. A nossa versão é mais compatível com a salvação pela graça, pois que o mandamento evangélico maior e primeiro, dado por Deus é crer em Jesus Cristo. Assim nosso poder (em grego – privilégio ou autoridade legal – exousia) sobre a árvore da vida, não se deve a nossas obras, mas aquilo que Jesus fez por nós. O direito ou privilégio, está baseado não em nossos méritos, mas na graça de Deus". II Vol. pág. 831.
Conforme o New Testament of our Lord and Savior Jesus, With Commentary and Critical Notes, by Adam Clarke – Published by Lane & Scott (New York) 1950, temos a seguinte declaração:
"Para que eles tenham direito à árvore da vida, precisam ser obedientes aos mandamentos de Deus. Todavia, sem a graça, não há obediência, sem a obediência não há acesso á árvore da vida. Através da graça de Cristo nós recebemos o bem".
Conclusão
Creio serem oportunas e muito adequadas as palavras de C.W. Irwin, inseridas em O Ministério Adventista, maio e junho de 1954, pág. 20, como fecho destas considerações:
"Os escritores do Novo Testamento têm a tendência de dar mais ênfase ao princípio da justiça pela fé do que à justiça pelas obras da lei, do que resultou a tradução: 'Bem-aventurados aqueles que lavaram as suas vestiduras'. . . etc. Isto parece estar mais em conformidade com o espírito do Novo Testamento, e é, sem dúvida, a tradução dum original grego correto.
"De maneira nenhuma pode essa versão ser usada como argumento contra a validade e perpetuidade da lei de Deus, concretizada nos Dez Mandamentos. É simplesmente uma confirmação de que o escritor inspirado, nesse passo, não se referia aos Dez Mandamentos, mas enunciava um princípio de concerto novo de justiça pela fé.
"Tanto no Velho como no Novo Testamento a expressão "vestir" refere-se ao caráter. Em Zacarias, os trapos imundos representam a pobreza espiritual, pelo que, a mudança das vestes ou vestes brancas, é um símbolo da pureza de caráter, atingida apenas por meio da fé na graça salvadora de Jesus Cristo. Deste ponto de vista, o passo é esclarecedor e belo."
Nota
Este livro citado, publicação adventista da Review and Herald, é bastante útil para obreiros e mesmo leigos estudiosos.
Copilado de Pedro Apolinário
Por Cirilo Gonçalves da Silva
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