sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CAMPANHA EVANGELÍSTICA: 16 ETAPAS IMPORTANTES

16 PASSOS CONSECUTIVOS IMPORTANTES NA PREPARAÇÃO E EXECUSSÃO DE UMA CAMPANHA EVANGELÍSTICA
Uma campanha evangelística não começa nem termina quando o evangelista dita a primeira e última conferência. Uma campanha bem sucedida tem sido pensada e planejada meses antes da primeira conferência e se prolonga por meses depois que o evangelista deixou de apresentar-se em público.

Uma campanha bem realizada segue uma seqüência de passos bem definidos e importantes que estudaremos a seguir:

1. Escolha do lugar
O primeiro é escolher a cidade, estado ou país onde se realizarão as conferências. Pode ser que um campo local deseje fortificar a obre em certo lugar e peça ao evangelista que realize uma série ali. Pode ocorrer também que se esteja inaugurando um novo templo em certa cidade, ou que se queira abrir obra nova. Pode ser que o evangelista sinta um desejo especial por certa cidade.

2. Consenso favorável
É de desejar que finalmente haja um favorável com respeito a escolha do lugar por parte do campo local, do evangelista, do pastor da igreja ou igrejas da cidade e sobretudo das igrejas. Convém insistir que o pastor ou pastores das igrejas da cidade e os membros das comissões das igrejas e os membros em geral aceitem a idéia da campanha como algo necessário, tomar o projeto como seu e brindar-lhe um apoio total, caloroso e entusiasta. Quando não existe tal apoio dos pastores e das igrejas convém pensar mais de uma vez na conveniência de escolher tal lugar.

3. Planejamento tentativa
Uma vez escolhido o lugar e conhecido pelo evangelista, este traça os planos provisórios da campanha. Tais planos incluem:

a. Estratégia de campanha.
b. Lema da campanha.
c. Duração da campanha.
d. Lugar ou lugares sugeridos para as conferências.
e. Temário
f. Comissões.
g. Plano de preparação do terreno.
h. Pessoal da campanha.
i. Materiais necessários.
j. Escola de evangelismo.
k. Finanças.
l. Alvos vários.
m. Calendário de eventos da campanha.
n. Batismos, datas e programas.
o. Participação dos leigos.
p. Relações públicas.
q. Organização interna da campanha.

4. Discussão e aprovação dos planos
O evangelista submete os Planos ao campo local. Discute-se e são feitas as sugestões. É apresentado o plano aos pastores envolvidos e são ouvidas suas sugestões. O mesmo se faz com a igreja. Tomando em conta todas as sugestões, se traça o plano definitivo que é aprovado pelo campo local e pelo evangelista.

5. Comunicação dos planos
Os planos definitivamente aprovados são comunicados detalhadamente a:
a. Campo local
b. Presidente de comissões.
c. Pastores.
d. Igrejas.
e. Obreiros que participarão da campanha.

6. Capacitação dos que participarão da campanha
Se na campanha participam pregadores leigos é necessário capacitá-los com boa antecedência. Também se faz necessário capacitar aos que preparam o terreno, e aos que formam parte de comissões.

A equipe de obreiros deve chegar ao lugar uns dias antes para receber instruções e capacitação. Deverão ser orientados todos aqueles que forem designados pelo campo local em conformidade com o evangelista.

7. Preparação do terreno




  • As campanhas modernas são de colheita. Mas para que exista colheita deve ser precedida por uma semeadura, e esta semeadura se faz com meses de antecedência pela igreja dirigida pelos pastores. Quanto mais abundante e de melhor qualidade seja a semeadura, mais abundante e de melhor qualidade será a colheita. O ideal é que ao começar as conferências haja centenas de pessoas quase totalmente instruídas na verdade e praticando a maior parte das doutrinas. Então as conferências recapitulam a verdade, decidem ao interessado e o levam ao batismo.

    A. Formas antecipadas de preparar o terreno para preparar candidatos.

    * Carteiros missionários:
    Trabalhando com as lições da Escola Radiopostal, ou qualquer curso apropriado desde seis meses antes de começar as conferências. Um trabalho mais completo é que o carteiro distribua o curso da Voz da Esperança e Felicidade no Lar. Insistir que o carteiro tenha como meta apresentar o seu aluno como candidato preparado para o batismo. Cada igreja terá seu chefe de carteiros missionários.

    * Classes Batismais: Em cada igreja envolvida na campanha se organizam até três classes batismais: menores, jovens e adultos. Estas classes são permanentes e torna necessário que se nomeie e capacite a bons instrutores de classes batismais.

    * Reuniões de Bairro: Pregadores leigos, grupos de jovens e unidades evangelizadoras iniciam o maior número possível de reuniões evangelizadoras nos bairros da cidade. Ao começar as conferências todos os interessados são concentrados nos lugares das conferências.

    * Estudos bíblicos por leigos: Dezenas de leigos bem treinados dão estudos bíblicos a centenas de pessoas interessadas.

    B. Meios de preparar o terreno justamente antes das conferências, para conseguir público.

    * Panfleto preparatório. Nas vizinhanças do lugar de conferências se distribui um panfleto intrigante que desperte a curiosidade do povo e ofereça mais noticias, no final do mesmo.

    * Pesquisa. Umas três semanas antes das conferências a vizinhança do lugar de conferências deve ser visitada, fazendo-lhes uma pesquisa, na qual escolhem os temas que mais lhes interesse, tomando também nota do nome de cada um e endereço.

    * Entrega do convite. Todos aqueles que receberam o panfleto preparatório e que responderam a pesquisa devem receber o convite para as conferências.

    * Plano de cinco dias para deixar de fumar. Nos lugares onde é propicio se organiza um plano de cinco dias para deixar de fumar, imediatamente antes das conferências. Ao terminar se convida a todos para assistirem as conferências.

    * Grande campanha entre os membros da igreja para que levem visitas: Deve se incentivar e mobilizar os membros da igreja, alguns meses antes para que levem a seus amigos, familiares, companheiros, vizinhos e interessados às conferências.


8. Nomeação e organização das comissões
Pelo menos dois meses antes das conferências se nomeiam todas as comissões que atuarão como suporte das conferências. Deve ser nomeado seu presidente, vice-presidente e os vogais. Convém ter uma reunião com cada comissão para explicar-lhes detalhadamente suas responsabilidades. As comissões mais comuns são as seguintes:

a. Comissão de recepcionistas
b. Comissão de plataforma
c. Comissão de música e programas especiais
d. Comissão de equipamentos de som e projeção
e. Comissão de secretárias
f. Comissão de diáconos para recolher a oferta e dividir materiais
g. Comissão de visitação dos interessados
h. Comissão de consolidação dos novos batizados
i. Comissão de propaganda
j. Comissão de grupos de oração

9. Propaganda


Na semana anterior ao inicio das conferências, toda a propaganda que se tenha decidido fazer, deverá ser desenrolada. Para isso devemos contar com a ajuda dos obreiros que formam a equipe e dos leigos.

A. Propaganda interna. Não esquecer que a melhor propaganda são nossos membros de igreja. Portanto, convém fazer boletins informativos e cartazes para manter diante deles o desafio de convidar a seus amigos e suas relações. Oferecer incentivos. Quanto mais gente levem nossos irmãos, melhor será a colheita.

B. Propaganda externa. É a propaganda para fazer conhecer ao público as conferências. A propaganda é dividida pelas seguintes pessoas:

*. Membros da equipe evangelística – obreiros
*. Membros da igreja
*. Jovens
*. Desbravadores
*. O público que assiste às conferências

10. Série de Conferências


A série de conferências durará entre 4 a 10 semanas, segundo os meios e o tempo disponível pelo evangelista. Geralmente a série se divide nas seguintes partes:

A. Começo, introdução. Apresentação de temas sociais para ganhar a confiança do público. Geralmente se dão dois ou três temas sociais, depois entra-se no religioso e cada semana se apresenta pelo menos um tema social. Ou seja, introduzir os temas sociais através da série.


B. Curso Bíblico. Muitos conferencistas dão os temas religiosos1 em forma de classe bíblica. Outros seguem a forma tradicional de conferência.


C. Recapitulação final. As duas últimas semanas se dedicam a uma recapitulação total das doutrinas ensinadas.

11. Semana da decisão


A última semana de conferências se chama “Semana da decisão”. Cada noite se faz um fervoroso chamado ao batismo. Assim mesmo os instrutores bíblicos e os leigos que estão preparando candidatos tomam as decisões finais.

12. Batismos


Há várias formas de encarar o assunto dos batismos:

*. Ter batismos cada duas semanas durante a campanha.
*. Ter um batismo no começo e outro grande no final.
*. Concentrar todos os candidatos para um só batismo.

Quando se trata de uma campanha múltipla ou nacional, se realizam dois batismos: o primeiro durante as primeiras semanas da série e o último é uma concentração gigante.

A. Batismo gigante. A vantagem é o efeito psicológico de algo grande, que ajuda a muitas


pessoas a tomarem uma decisão, bem como um impacto sobre a igreja, os crentes e a comunidade. A maior desvantagem é a dificuldade para fazer um bom chamado. Assim mesmo um batismo gigante necessita de cuidadosa preparação e organização.


B. Batismos contínuos. A maior vantagem é ter a oportunidade de fazer vários apelos aos quais sempre há interessados que respondem.

13. Informação


Depois de terminar a campanha é normal informar os resultados da campanha ao campo local e à organização à qual pertence o evangelista. Se a campanha foi bem sucedida é conveniente escrever um artigo para nossas revistas. Tal artigo deve ser ponderado, evitando exageros e dando abundante crédito aos colaboradores e sobretudo aos leigos.

14. Continuidade


Geralmente, quando o evangelista termina sua parte, não quer dizer que terminou o interesse do público ou que terminaram os candidatos. Portanto convém ter programado uma série de continuidade com temas de confirmação doutrinais, um tanto profundos: mordomia, história denominacional, estudo das profecias, capacitação missionária, etc. Também é conveniente que parte da equipe evangelística fique por um tempo para terminar de preparar os interessados. Durante a continuidade deve-se planejar pelo menos duas cerimônias batismais. Amiúde, se o programa de continuidade é bom, se batizam tanto como na série principal.

15. Consolidação


Tradicionalmente, a parte mais débil de todo o programa é a consolidação dos novos batizados. Vai embora o evangelista, os instrutores bíblicos, às vezes o pastor da igreja é transferido e os irmãos perdem o interesse. Nessa situação dezenas de novos batizados se desanimam, sucumbem diante das tentações e problemas e abandonam a fé. A responsabilidade da consolidação corresponde a:

A. O evangelista. No sentido de planejar a consolidação como parte integral da campanha. Outrossim, antes de ir embora, o evangelista deve se assegurar de que há um bom plano de consolidação e insistir no assunto.


B. O pastor e a igreja. Por certo que a maior responsabilidade recai sobre o pastor e a igreja. Neles recai, sobretudo, a parte operação. Durante vários meses depois de uma campanha, a principal preocupação do pastor deve ser a consolidação dos novos membros. Para isso deve contar com a ajuda dos anciãos, diáconos, diaconisas, professores de Escola Sabatina e outros oficiais e membros da igreja. Deve se traçar um plano definido de visitação dos novos conversos a cada semana os visitadores devem dar um relatório ao pastor ou aos anciãos ajudantes.


C. O administrador do campo local. Deve cuidar se realmente está sendo levado avante o plano de consolidação no lugar em que houve a série de conferências. Por nenhum motivo deve ser transferido o pastor, até que os resultados da campanha tenham ficado firmemente estabelecidos.

16. Avaliação


É um passo pouco praticado. Consiste em regressar ao lugar onde se realizou a campanha e fazer uma pesquisa muito objetiva dos resultados1 da mesma, um ano após a realização da mesma. Outra boa prática é fazer um relatório da avaliação da campanha no qual se informem clara e objetivamente:

A. Os pontos altos da campanha
B. Aqueles métodos e coisas que deram bom resultado.
C. Os assuntos que não funcionaram bem
D. Os métodos que resultaram num fracasso
E. Avaliação do pessoal que colaborou com a campanha
F. Recomendações sobre como melhorar no futuro

É um erro fazer aparecer como êxito o que não o foi. O correto e produtivo é fazer uma honesta avaliação, ver por que as coisas não saíram bem e aprender para não cometer os mesmos erros nas próximas campanhas.

Quando a campanha obtém êxito, vale a pena analisar as razões do êxito para incrementa-las e aperfeiçoá-las em futuras campanhas.

Realizar uma campanha evangelística é uma aventura sagrada. Há muitas coisas imponderáveis que ajudam ou afetam o bom êxito, porém um evangelista escrupuloso não se lança a ele temerariamente, senão planejando e seguindo os passos naturais de uma campanha. A empresa da salvação não foi improvisação senão o resultado de um plano cuidadoso. Sigamos o exemplo divino.


Extraído de Evangelização Metropolitana - Aeschimman

Adaptado por:
Pr. Cirilo Gonçalves da Silva
Mestre em Teologia e Evangelista


Um comentário:

Anônimo disse...

Texto bem organizado; simples e objetivo, com o conteudo fundamental, sem aqueles arrodeios vagos.

Gostei! Esse tipo de trabalho ajuda muito na obra missionaria. Obg.